terça-feira, 30 de abril de 2013



Uma breve história de Baixa Grande

A construção da capela que deu origem à cidade de Baixa Grande é atribuída a d. Ana Ribeiro Soares, mais conhecida como “Donana”. Ela era filha do sr. João de Macedo Peixoto e de d. Ana Clara de Jesus Oliveira. Estima-se que “Donana” tenha nascido cerca de 1790 e falecido no ano de 1860. Ela foi casada em primeiras núpcias com José Ribeiro Soares, nascido cerca de 1790, segundo tradição oral natural do Piauí, e falecido em emboscada ao retornar de sua Fazenda Camuciatá para sua residência, na Fazenda Muquém, na antiga freguesia do Camisão, aos 15.09.1828, mas que documentos trazidos à luz por FONSECA apontam que em 1832 ainda estaria vivo (FONSECA, 2012, p. 1339, nota 189). “Donana” casou-se, pela 2ª vez, com Alexandre de Souza Santos, passando a adotar o nome Ana de Souza Santos, de quem herdou a Fazenda Cais (FONSECA, 2012, pp. 993, 1252). Reza a tradição oral, que em todos os anos, no mês de setembro, Dona Ana ia visitar e cumprir promessa à capela de Nossa Senhora das Dores, em Monte Alegre, atual cidade de Mairi. Ainda, segundo a tradição oral, no ano de 1856, de volta à sua Fazenda Cais, “Donana” se sentindo cansada e velha, fez pouso em uma “baixa grande”. Ela rogou ao seu filho Manoel Ribeiro Soares que elevasse ali, uma capela em devoção a Nossa Senhora das Dores. Ainda, em vida de d. Ana, a capela foi consagrada a Nossa Senhora da Conceição.
                                         
                                           D. Ana Ribeiro Soares-sem data
                                               Acervo:Zenóbia B. M. de P. Gomes                                                                          

                                                                                                                                        

Segundo Jorge Ricardo Almeida Fonseca (2009, p.2) para se falar de Baixa Grande, se faz indispensável, falar-se de Camisão, atual Ipirá.
“Sant’Ana do Camisão foi elevada à categoria de Freguesia no ano de 1753. O município de Camisão foi criado, com território desmembrado parte de Feira de Santana e parte de Jacobina, sob a designação de Vila de Sant’Ana do Camisão, pela Resolução Provincial nº 520, de 20 de abril de 1855, composto pelos territórios das Freguesias de Sant’Ana do Camisão, Nossa Senhora do Rosário do Orobó, (hoje Itaberaba) e Nossa Senhora das Dores de Monte Alegre (hoje Mairi). Sua instalação deu-se em 03.03.1856. Foi elevada à categoria de cidade ainda com o nome de Camisão, pela Lei Estadual nº 144, de 08.08.1896, sendo o nome Ipirá instituído apenas em 1931, pelo Decreto Estadual 7.526 de 20.07.1931”
Segundo FONSECA, a história de Baixa Grande, considerada como célula territorial, inicia-se em 1872, quando pela Lei Provincial nº 1195, o arraial foi elevado a freguesia com a invocação a Nossa Senhora da Conceição: Freguesia de Nossa Senhora da Conceição da Baixa Grande.
Baseado em fontes primárias, FONSECA, afirma que o município de Baixa Grande foi criado, com desmembramento do território de Sant’Ana do Camisão, pela Resolução Provincial nº 2.502 de 17.07.1885, assinada pelo presidente da Província da Bahia, dr. José Luíz de Almeida Couto.                             
Em 1885 foi criado o município de Baixa Grande, sob o aspecto judiciário. O termo de Baixa Grande estava sob jurisdição da Comarca de Camisão, vinculando-se em 1898 à de Itaberaba, e retornando, em 1904, à Comarca de Camisão.
O município de Baixa Grande foi extinto pela Lei Estadual de nº 640, de 12.05.1906, sancionada pelo governador José Marcelino de Souza, tendo a sua sede transferida para a povoação de Santa Luzia do Lajedo, conferindo-se ao município o nome de Capivary, hoje Macajuba, que foi instalado aos 02.07.1906.
Em 28.07.1910, foi promulgada a restauração do município de Baixa Grande, com novos limites e extensão, pela Lei Estadual nº 806, na administração do governador dr. João Ferreira de Araújo Pinho. O território de Baixa Grande foi desanexado de Capivary, que manteve a condição de outro município. Apesar de o município de Baixa Grande ter sido restaurado em 1910, FONSECA afirma que ele só foi instalado em 01.01.1912, tendo como prefeito Victor Carneiro da Silva que exerceu o mandato até 1916.
O Decreto Estadual nº 7.455 de 23.06.1931, extinguiu o município de Capivary, que houvera sido criado em 1906, anexando-o ao de Baixa Grande, sendo em poucos dias depois restaurado pelo Decreto Estadual nº 7479 de 08.07.1931. O dito Decreto Estadual nº 7.479 de 08.07.1931, tornou a extinguir o município de Baixa Grande, sendo anexado ao município de Monte Alegre (hoje Mairi) e criando-se a sub-prefeitura de Baixa Grande.
Em 31.05.1933, pelo Decreto Estadual nº 8.453, o município de Baixa Grande, mais uma vez, foi restaurado e o seu território desmembrado de Monte Alegre. A sua reinstalação só ocorreu dois meses depois em 23.07.1933, composto apenas por seu distrito sede. Por força do Decreto-lei Estadual nº 10.724, de 30.03.1938, o município de Baixa Grande foi elevado à categoria de cidade.                                                                   
Acervo: Zenóbia B. Mascarenhas de P. Gomes
                      Acervo: Zenóbia Brito Mascarenhas de Paula Gomes
 Prosseguindo à história do município de Baixa Grande, FONSECA (2009, p. 4-5) afirma que:
“em fins de 1943 pelo Decreto-Lei Estadual nº 141 de 31.12.1943 foi o município de Capivary extinto, tornando seu território distrito do município de Baixa Grande ao qual foi anexado com a designação de Macajuba. Assim, o município de Baixa Grande que, até então, era constituído por um único distrito (a sede), passou a ser composto por dois distritos: Baixa Grande e Macajuba. Mas, tal situação, perdurou por apenas seis meses, pois mediante Decreto Estadual nº 12.978 de 01.06.1944, o município de Macajuba foi restaurado, unicamente formado por seu distrito sede. Todavia, com seu termo vinculado sob o aspecto judicial à comarca de Mundo Novo.”
   Atualmente, Baixa Grande possui uma área territorial de 947 Km² e população estimada em 20.069 habitantes (IBGE 2010). A economia do município é voltada para as atividades de pecuária extensiva e agricultura, destacando-se o rebanho bovino e a agricultura de sequeiro (milho e feijão). Os produtos e matérias-primas oriundos dessas atividades são destinados ao consumo local ou regional. Apesar da predominância do setor primário, o setor terciário é o que mais contribui para o PIB do município, seguido do secundário.
O clima característico da região é o semiárido, onde se registram reduzidas quantidades de chuvas durante todo o ano e a evaporação é intensa, sendo que, as precipitações situam-se entre 600 e 900 mm anuais concentradas no verão, final do outono e começo do inverno. As temperaturas situam-se entre 18° C, no inverno e 35° C, no verão, sendo que, a média observada durante o ano é em torno de 23° C.  Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição – Pça.J.J.Seabra – Baixa Grande – BA-BR-  2005
Acervo: Zenóbia Brito Mascarenhas de Paula Gomes                                    
A vegetação do município de Baixa Grande é composta por árvores que restaram da floresta e pela caatinga onde se encontra várias espécies de plantas como a peroba rosa, o umbuzeiro, o pau d’arco, e de cactos de diversas classificações.
A única bacia hidrográfica que nasce no município de Baixa Grande é a do Riacho da Vitória que nasce a 5 km ao noroeste da sede do município, na localidade chamada Morro Pelado. Em seu percurso passa pela zona urbana de Baixa Grande e percorre na direção noroeste, sudeste–sul, até o setor nordeste do município de Macajuba, onde deságua no Rio Paulista.
Da sua nascente até a sua desembocadura no rio Paulista, percorre uma distância de 41 km. Nasce a uma altitude de 400m e a sua foz está a uma altitude de 280m.  
O município de Baixa Grande está situado na mesorregião Centro Norte Baiano, na microrregião geográfica de Itaberaba, e está inserida no território de identidade da Bacia do Jacuípe.



FIGURA 1 – Localização do município de Baixa Grande, 2012
 


                           
                                       



                                
                                       R E F E R Ê N C I A S


Diagnóstico Geoambiental em Ambiente Semiárido com Suporte da Análise Morfométrica da Bacia hidrográfica do Riacho da Vitória – Baixa Grande – Bahia – Brasil . Monografia (Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao PROESP da Universidade do Estado da Bahia, em cumprimento às exigências para obtenção da graduação de Licenciatura em Geografia. Irecê – Bahia, 2012.
BORGES, João da Silva; PAMPONET, Washington Miranda; SANTOS, Luiz  Carlos Sousa; SODRÉ, Luiz Sérgio Miranda

FONSECA, Jorge Ricardo Almeida, Encarte Inédito.BAIXA GRANDE – ECLÉSIASTICA, ADMINISTRATIVA E JUDICIÁRIA. Salvador – BA, 2009.

FONSECA, Jorge Ricardo Almeida, Depois que atravessaram o mar: família Castro e grupos afins (1568-1750-2011) 1. ed. – Salvador : Ed. do Autor, 2012.

GOMES, Zenóbia Brito Mascarenhas de Paula, Fotos da cidade de Baixa Grande, acervo particular. 

sábado, 20 de abril de 2013

Encantos do Poço Azul, Nova Redenção

História em movimento:
Poço Azul, Nova Redenção contos e encantos...

Poço azul, descoberto no ano de 1992 por garimpeiro, teve sua visitação iniciada em outubro de 1994. Após visita da rede globo e a descoberta de fosseis de preguiça gigante, animais que viveram há 10.000 anos atrás.
Hoje com quatorze anos de trabalho é preservação o poço azul se desponta como uma das principais atrações turísticas naturais da Chapada Diamantina.O Poço Azul alem de ser um dos principais atrativos da Chapada Diamantina, em 2005, passou a ser o maior sitio submerso paleontológico do Brasil.



As descobertas da Paleontologia no Poço Azul, Chapada Diamantina, Nova Redenção – Bahia, região Nordeste do Brasil.

O Poço Azul é o palco da maior descoberta dos últimos tempos na  área da paleontologia brasileira.  Pesquisadores paleontólogos do Brasil e do exterior descobriram mais de 3.000 fósseis de animais pré-históricos no fundo da caverna do Poço Azul.
Foram identificados no local,  mais de 40 espécies de animais pré-históricos, transformando o Poço Azul no maior sitio paleontológico submerso do Brasil.

 http://www.pocoazul.com.br/tur/fosseis



Assista também o filme: O Brasil da Pré –História: O Mistério do Poço Azul
 
Alunas: Lucilane Silva e Vera Lucia Costa

quinta-feira, 18 de abril de 2013

“Arquivos, fontes, memória e saberes históricos” para o ofício do historiador

PÓLO:ITABERABA 
ALUNAS: ADAILMA, CLAUDIA, GENILMA, GILSIANE, JUSCELIA E IRACI 


"Se queremos progredir, não devemos repetir a história, mas fazer uma história nova." Mahatma Gandhi




ARQUIVO

Conjunto de documentos manuscritos, gráficos, fotográficos etc. recebidos ou protegidos oficialmente por uma entidade ou por seus funcionários, destinados a permanecer sob a custódia dos mesmos.
( Novo Aurélio século XXI :o dicionário da língua portuguesa, 1999).

ARQUIVO ESPORTIVO

       OBJETIVO:
       Abordar a História como uma possibilidade de analisar e compreender o valor do esporte como um fenômeno cultural.
FINALIDADE
Os arquivos esportivos registram dados da memória, seja ela individual, coletiva, de grupos, instituições, clubes, comitês olímpicos e nações

ARQUIVO DA ASKADOI- ASSOCIAÇÃO DE KARATÊ-DO DE ITABERABA

       Encontram-se  arquivos, de acesso restrito, sob a   guarda de sua diretoria, à disposição de quem possa interessar a nível de pesquisa acadêmica, ou para outros fins.
fotógrafa: Adailma S. de Carvalho

TIPO DE ARQUIVO E ESTÁGIOS DE EVOLUÇÃO

.É mantido por pessoa JURÍDICA de direito PRIVADO.
 . Contém documentos em ARQUIVO CORRENTE; .Documentos que deixaram de ser consultados  frequentemente, no ARQUIVO INTERMEDIÁRIO; .Documentos que perderam seu valor de natureza administrativa, que se conservam em razão do seu valor histórico ou documental e que constituem os meios de conhecer o passado e sua evolução.

NATUREZA DOS ARQUIVOS

       ESPECIAIS;
Contém documentos de formas diversas como: fotografias, DVDS, fichas e livros de Atas.
Neste arquivo encontram-se os seguintes documentos:
       Livro de Ata contendo  Ata registrada da Primeira Reunião para escolha da Diretoria da ASKADOI, que aconteceu em  28/04/79 dentre outras reuniões importantes.
fotógrafa: Gilsiane B. Leão

















UTILIDADE PÚBLICA



       Documento de novembro de 2006, emitido pela Prefeitura Municipal de Itaberaba, sob a Lei 1093/2006, através da Câmara Municipal de Itaberaba, reconhecendo como de Utilidade Pública a Associação de Karatê-Do de Itaberaba.

FICHAS CADASTRAIS DOS ALUNOS


















HISTÓRIA DO KARATÊ EM ITABERABA

 


       Nos anos 60 um jovem chamado José Rebouças Azevedo, praticava capoeira e fazia parte de um grupo que era liderado por Orlando Cordeiro, eles encontravam muitas dificuldades para praticar o esporte, às vezes até por falta de espaço físico adequado, por isso em várias ocasiões as aulas aconteciam na beira do açude desta cidade. Em 1972, na Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, foi aberta uma academia com o nome CECUFI (Centro de Educação Física de Itaberaba), onde José Rebouças dava aula de Capoeira e Adenor Lima seu companheiro e também atleta dava aulas de halterofilismo. Na década de 1970 o Karatê passou a ter uma procura muito grande, naquela época houve no Clube Social de Itaberaba, uma apresentação de Karatê por um grupo liderado pelo atleta e professor Denílson Caribé( patrono do Karatê brasileiro), logo após aconteceu outra apresentação deste mesmo esporte no Humaitá Esporte Clube, pela equipe do professor Ari Pina Duarte, que veio a convite de Adenor Lima.


            José Rebouças foi um dos pioneiros a trazer esta modalidade de esporte para Itaberaba, mesmo enfrentando muitas dificuldades, conseguiu com garra e muita determinação dar continuidade ao esporte, treinando atletas e conquistando espaço não só em nossa cidade e estado, como também em outros países.


            Em 08/04/1979, a ASKADOI (Associação de Karatê-Dô de Itaberaba), estava filiada oficialmente junto a FBK(Federação Baiana de Karatê).

FOTOS ANTIGAS


 














FOTOS ATUAIS




Disponível em: http://www.askadoi.com.br/